Um vez, nos disseram que cada um do blog tinha um estilo peculiar facilmente identificável. Um era bem sensível e em dúvida crescente se o amor existia (Luan), porque outro era engraçado e com bons motivos para afirmar que o amor existe (Lucas) e o outro era bem pé no chão e convicto que o amor não existe mesmo (Leonardo).
Outros nem sabem distinguir a gente pelo que lê aqui. Mas o que a gente acha da gente mesmo? Como cada um lê o blog e se surpreende com novidades ainda não contadas, sentimentos bem guardados para não emergir sem controle ou pontos de vista bem criativos, nós também experimentamos a mesma coisa nesse ou naquele post.
Por isso, para oficialmente comemorar o 1º aniversário do blog, fizemos nossa própria review do que a gente já leu aqui.

Por que: Sentir o peso dos pais nunca me pareceu tão latente quanto a necessidade de um bate papo sobre filhos que indiretamente te força a ser quem você não quer, mas tem que ser.
Sobre o Lucas: O estilo despojado e engraçado dele me surpreende a cada post. Mesmo assim, os momentos em que a casca dá espaço para o que tá acontecendo bem dentro dele dão os relatos mais preciosos do blog. Meu favorito é "O mar e todas as coisas" - 10 de dezembro de 2008.
Por que: Pela sinceridade (e intensidade) numa força crescente e confiança que ele tem que tudo dá certo, independente dos caminhos do percuso. Ouso dizer que ele é mais sensível que eu em dias assim.

Por que: Ele é um menino ingênuo e consciente de suas responsabilidades. De tão amável, parece alvo fácil. Mas essa raposa tem percepção e adaptabilidade impressionantes.
Sobre o Luan: Durante os vários anos de irmandade, já li inúmeros textos do Luan. Com talento raro, agilidade e técnica que pouco se vê, ele já me deixou emocionado muitas vezes. Poderia facilmente indicar o inteligentíssimo Montanha-Russa, mas eu vou de "Eu corri e corri..." - 14 de setembro de 2008.
Por que: O lado de fora demonstra maturidade, força e persistência constante. Por dentro, mora ainda aquele menino inseguro com um mundão todo pra enfrentar. Eu já vi situações de ambos. Mas eu não esqueço aquelas que me fizeram arrepiar.