18 de agosto de 2008

Chupa essa manga!

Depois de uma estressante busca por um lugar tranquilo e com um tamanho razoável pra criar uns animais, acabamos por comprar um sítio. Ufa! Eu já não aguentava mais ver tanto jornal espalhado pela mesa com anuncios de sítios e fazendinhas fantásticos mas que na verdade não passavam de sitiozinhos e fazendinhas bem "inhas" mesmo. Vai numa cidade aqui, roda outra alí, rodamos cerca de 3 mil quilômetros ou mais e quando já pra desistir de encontrar alguma coisa que preste... Tcha nan!!! Amém! Encontramos algo.
Muito bem, estamos na fase de "arrumação" do sítio e estive lá esse final de semana que por coincidência, tava tendo uma festa na cidadezinha próxima e eu não poderia perder a oportunidade de conhecer um pouco o pessoal. Ir me adaptando e quem sabe fazendo novos amigos.
Todo mundo pronto, fomos eu e dois amigos tomar uma gelada na cidade e nos apresentar ao povo. Maravilha! Povo animado, muita gente dançando (minhas pernas coçavam pra dançar), uma dupla tocando uma viola e rasgando João Mineiro e Maciano... Vez ou outra, meus olhos eram atraídos por um rapazinho ou outro, mas nada que realmente chamasse a atenção. Depois da quinta ou sexta loira, levantamos e fomos pro meio do povo pra ver de qual é que era. Nessa hora a dupla já tinha parado e tava rolando um axé meio estranho. Pelo menos eu nunca tinha escutado aquilo.
Olhando prum lado e pra outro, vi um rapazinho que por alguns momentos eu achei meio bizarro. Usava uma calça pouco convencional mas interessante, um cabelo que mais me pareceu bagunçado que arrepiado mas era também interessante e parecia que era dançarino da tal banda que tocava. Sabia todas as músicas e tinha uma coreografia pra cada uma delas. Depois desses alguns momentos achei o carinha uma gracinha.
Fiquei ali reparando e me vi babando no sujeitinho. Era um trem!!! Ia dançando e cantando a música e volta e meia tava com a língua no canto da boca ou no lábio superior, como se estivesse em pleno ato. Eu desfarçava, puxava assunto com meus amigos, acendia um cigarro, mas sempre de olho nele, e pra minha surpresa, ele de olho em mim. E o olhar dele, misturado com aquele sorriso de canto de boca, como que se dissesse: "Vem dançar comigo!" me deixou ainda mais desconcertado. Alguns amigos dele apareciam e ele sempre passava o braço no pescoço deles e me dava uma olhada, quase que me intimando. Eu desviava o olhar e ia buscar refúgio na lua. Ou melhor, no ecplise que tinha acabado de acontecer. E assim se seguiu por uns 30 minutos.
De repente, uma roda no meio do povo se abre e policiais saem carregando uma pessoa pelo braço. Tomei um susto e me afastei dali com meus amigos. Um deles se pronunciou: "Já chega por hoje, vamos embora?" e o outro não fez nenhuma objeção. Dei alguns passos em direção ao carro e decidi comprar uma bala. Uma desculpa boba pra voltar mas boa o suficiente pra me fazer entrar no meio do povo de novo e quem sabe encontrar o talzinho que tinha se perdido no meio da confusão. Voltei chupando a bala. E o dedo também. Rodei rapidinho lá no povão pra ver mais uma vez a figura mas ele tinha virado pó. Entramos no carro e fomos embora.
Não sei o nome e muito menos o telefone, mas sei onde mora. Quem sabe num próximo final de semana desses eu volte pra casa chupando qualquer coisa que não seja uma bala ou um dedo?
A língua dele?
Quem sabe!?

Chupa que é de uva!

5 comentários:

Marco Antonyo disse...

Isso me lembrou algo que ocorreu no metrô comigo ontem. As vezes queria ser mais atirado (ou cara de pau) e chegar sem medo. Ficou só na troca de olhares, um sorriso disfarçado, descemos em estações diferentes e provavelmente nunca vou saber se ele beija bem...

Sano(Dinho) disse...

Hahahahahaha.
Por que essas coisas não acontecem comigo ein? :x
Hahahahaha. Acho que preciso de um lugar pra conhecer pessoas novas urgentemente! :/

E boa sorte na próxima vez! =D

Goiano disse...

hahahah
posso te apresentar lugares e pessoas no melhor estilo country
huaha

confissoesaesmo disse...

Mas será que ele é da tal cidade mesmo?
Vai que ele estava lá só por causa da festa?
rs... Eita pessimismo o meu, rs...

Mas vá passear mais no vilarejo.
O interior é muito bom, hehehe

Abrçao

Agridoce disse...

O carinha do primeiro comentário aqui falou e disse... Nunca tenho muita coragem de fazer nada... Mau mau uma encaradinha bem de leve...

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