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5 de outubro de 2008

Você é o que você escuta [Part I]

Coloque seu tênis mais confortável e sua calça bem surrada e caia na pista. Uma bela voz, uma batida pulsante e uma linha de baixo que te faz mexer sem querer. É só isso necessário. Só dançando que podemos nos sentir livres. Timidez? Tranque a porta para ninguem te ver.
E quando a porta estiver bem fechada, escute o que quiser. Porque é assim que um rapaz gay se denuncia quando escuta...

1. The Power of Good-Bye, da Madonna [Ray Of Light, 1998]: moderadamente conservador porque Madonna hoje é old fashioned mas também é referência gay. Curte muito o valor acadêmico da Madonna e tenta vender que ela não é diva gay, mas icone da cultura popular mundial [e é mesmo]

2. Overprotected, da Britney Spears [Britney, 2001]: escandalosamente descarado, gosta de rebolar vez ou outra (mesmo que seja no banheiro de casa) e dificilmente vai se segurar quando tocar uma musica dela na festa da sua tia.

3. All is Full Of Love, da Bjork [Homogenic, 1997]: alternativo, no armário e faz aquele tipo de gay misterioso que não liga muito se os outros sabem, se querem saber e se ele vai contar algum dia.

4. Heartbreaker, da Mariah Carey [Rainbow, 1998]: disfarça que gosta muito da veia hip hop da Mariah e destila comentários de que ela é muito gostosa. Sofre muito quando escuta uma balada dela e sempre coloca os hits bombantes pra ouvir no carro [Porque só isso da Mariah que presta!]

5. Beautiful, da Christina Aguilera [Stripped, 2002]: procura auto-afirmação, escuta quando se sente sozinho no mundo [se escuta sempre é pq realmente está sozinho]. Se escuta o remix, vive em alguma boate perambulando pela vida sozinho no mundo, também.

6. Crazy, da Alanis Morissette [The Collection, 2006]: escuta Alanis porque ela ajuda a liberar a raiva com vontade, acredita [intimamente] em mulheres poderosas porque a maioria delas são lésbicas (ouve Pink, Sheryl Crow e derivados - sem ser pejorativo!)

Você escuta o que? Eu escuto todas.

23 de setembro de 2008

Por Aí...

Eu saio a noite para dançar. Sem qualquer outra intenção. Além de me embebedar e escapar de tudo que me desacelera na vida. A Rihanna até canta [ok, aqui, estou sendo o mais gay possível] 'I just came here to party'. Já ouviu essa? Pois é, sou eu.

Não acredito que seja uma postura muito desafiadora, no entanto. Pode ser até conformista. Não frequentar ambientes (a priori) GLS não te contena a um reduto exclusivamente só de heteros [até porque eu e os meninos podem estar lá] mas, sem sombra de dúvidas, limita suas opções.

Feliz daqueles que saem de casa se lixando para as opções. Por isso eu saio a noite para dançar.

O pior é que, agora, eu saio a noite para dançar. Mas se ele ligar, eu penso em voltar pra casa.

Party's just begun?
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