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17 de agosto de 2010

Back in the industry...

Olá meus queridos, quanto tempo, heim?!
Pois é, mais uma vez andei tão sumido que o blog tá cheio de novidades inclusive pra mim.
Mas é que eu ainda não me sentia mto à vontade pra falar sobre umas coisas que aconteram na minha vida. Hoje eu acho que tá ok... =]

Vamos começando por relacionamentos...

Bom, tudo começou em abril desse ano. Mais precisamente dia 14 de Abril de 2010 quando recebi um recado no orkut que dizia assim:

"Ola grande veterinario, tudo bem???
saudades cara, onde esta morando???
fui em (cidade onde to morando, e de onde ele é) e nao vi vc!!!
de noticias!!!!
Abraços!!!"

Nos conhecemos desde muito pequenos. Minha família tem fazendas nessa cidade e toda oportunidade que eu tinha, estava lá. Foi de lá inclusive que me despertou o amor e o interesse pela veterinária, mas voltemos ao assunto. Sempre passava férias por lá e por vezes ele ia com a irmã na minha fazenda. Ela era linda e eu só tinha olhos pra ela... Ele também é mais novo que eu e nossas turmas não eram as mesmas. Mas enfim, volta e meia a gte se esbarrava em algum lugar.

O tempo foi passando e com isso eu ia com menos frequência nessa cidade. As reponsabilidades foram chegando e num dava mais pra ir sempre pra lá como eu ia. Perdemos contato durante mtos anos... Morando longe, faculdade... tudo isso me deixou mto distante. Eis que, logo que formei, já "homem" feito e com o interesse por garotos bem definido na minha cabeça, recebi um convite para trabalhar nessa cidade. Juntei a fome com a vontade de comer. Precisando trabalhar e ainda num lugar que gosto... Não poderia ser melhor! Arrumei as malas e parti.

Depois de quase um ano morando lá, recebi esse recado e então...

- The dream started -

17 de janeiro de 2010

As moedas, as apostas e as (in)certezas

Será que, todos procuramos amor, no fim das contas?

Sempre temos provas cabais de que amar é possivel. Três anos (e contando) de namoro servem pra isso.

Mas e se ele existe, mas não pra você? Se as tentativas mais promissoras não passam de frustações em construção.

Daí, só resta duvidar. Ou excluir qualquer esperança de que você vai set amado pelo cara mais perfeito que sua imaginação pode conceber.

Depois de muito tempo, os três donos do blog se reencontraram (juntos) e as respostas questionadas aí acima não foram respondidas. Mas uma certeza dispensa variáveis: a gente se ama muito e nada muda isso.

"so you act, so you feel, so you are..."

PS: Estamos voltando.

3 de outubro de 2009

Close Up [Para Lucas]

May your heart be never alone when the dawn's breaking
Que o seu coração nunca esteja sozinho quando a manhã aparecer
May your life be a rolling stone when the ground starts shaking
Que a sua vida seja adaptável quando o chão começar a tremer
And the world is waking
E o mundo estiver acordando

All I can tell you is to know who you are
Tudo que eu posso te dizer é pra saber quem você é
And if they hurt you they can never do you harm
Daí se eles te machucarem, eles não poderão te fazer mal
And if you want to you can love ‘em till the cold turns warm
E se você quiser mesmo, você pode amá-los até que tudo acabe

May your kiss always feel like the first kisses
Que os seus beijos sempre sejam como os primeiros beijos
And may your truth help you heal
E que a sua verdade ajude-o a se curar
May you catch big fishes and get all your wishes
Que você tenha boas surpresas e consiga todos os seus desejos

If you need me (I will be there)
Se você precisar de mim (Eu estarei lá)
Can you hear me?
Você pode me ouvir?
If you're waiting (I will be there)
Se você estiver esperando (Eu estarei lá)
Your heart's aching (I will be there)
Seu coração estiver doendo (Eu estarei lá)

And when you're lonely (I will be there)
E quando você estiver solitário (Eu estarei lá)
When you call me (I will be there)
Quando você me chamar (Eu estarei lá)
If you need me (I will be there)
Se você precisar de mim (Eu estarei lá)

Believe me I'm going nowhere
Acredite, eu não vou a lugar algum
May your heart be never alone.
Que o seu coração nunca esteja sozinho.

May Your Heart (Melanie C, 2006, This Time)
I'm in the front row with popcorn...

22 de junho de 2009

Espelho

Em 1 ano, formamos em três cursos diferentes. Em 1 ano, o Lucas fez mais um ano de namoro. Em 1 ano, o Luan se apaixonou e quebrou a cara de novo. Em 1 ano, o Leonardo criou asas e foi morar longe da gente. É o suficiente? Não! Em pouco mais de um ano, constatamos uma certeza que aparecia, até então, uma suposição: não estamos sozinhos. Vocês estão aqui também.

Seja em comentários de apoio ou saudáveis ignoradas em temas chatos e redundantes. Seja no orkut de cada um de nós, com dicas ou mensagens de 'continua assim que tá ótimo'. Trocar msn e ser seguido no twitter foi a fronteira que a gente cruzou e confirmou tudo isso dito aí em cima. Num mundo onde que a gente se encontra nos pequenos detalhes, nosso blog conseguiu potencializar as sensações que a gente julgava só ter sozinhos em nossos quartos. E reduzi-las somente a nós três, em algumas situações.

Sem dúvida, as coisas mais interessantes estão nas entrelinhas.

Continuamos sendo três. Temos agora 20 e mais alguns anos. Coisas pra contar. Histórias pra dividir. Casos pra rir. (Sempre) Muita cerveja pra tomar. Nos próximos posts vocês vão encontrar um pedaço de cada um de nós. E de vocês também.

Obrigado por nos reconhecerem. E por se reconhecerem aqui. Reconhecimento. No sentido mais amplo, sem tirar nada, possível.

Muito bem acompanhados.

6 de abril de 2009

Let's Play a Game...

Eles dizem que se não for perigoso, não é divertido. Sinto mais atração pelo improvável e mais tesão pelo impossível.

Eu era bem amigo do Alexandre. Primeiro colega de trabalho. Daqueles pra se beber uma gelada e prestar aquela homenagem quando você chega em casa.

Também fiquei bem amigo da Érica. Daquelas que você curte o intervalo do trampo e dá um (talvez mais) selinho na festa da empresa. E numa dessas festas, bebâdos, recebi um selinho do Alexandre também. Sem maldade, é claro. Mas com a improbabilidade que eu gosto.

Os dois acabaram namorando. Mas eu não parei de chupar o Alexandre a noite toda em que ele dormiu aqui em casa. E com meus pais no quarto do lado. O namoro deles acabou e nossa amizade tripla esfriou. Ele se casou, ela sumiu (whatever!) e eu continuo aqui: looking for some fun?

"If it's not rough, it isn't fun..."

16 de novembro de 2008

Mas de repente... tirou!

Como já jurado e sacramentado, esse final de semana era pra ser nosso. E foi.
Depois de algumas horas de espera, eis que... aparece o Luan que não se rende ao ouvir meu "pssssiu". Olhou pro lado estando certo de que aquilo era com ele. E era. Rs... Depois do abraço carinhoso naquele amigo muito mais que querido, fomos ao encontro do Lucas. Mais abraço e o círculo fechado. 3 sem tirar... Como eu gosto disso!!!!!
Conversa vai, conversa vem, decidimos ir pro buteco oficial dos 3. Desce uma, desce duas, desce todas. Eu já tava ficando vesgo de ver aquelas garrafas em cima da mesa e até certo ponto constrangido com tanto assunto que aparecia. Constrangido nada, tava morrendo de rir dos casos e acasos dos meninos e, de quebra, apreciando a beleza humana que por vezes tirava minha atenção e a do Luan também. Como sempre, ou quase sempre, não nos contentamos com isso e fomos pra uma pracinha próxima pra ficar jogando conversa fora. Uma barra de diamante negro muitíssimo bem vinda depois do álcool e todas aquelas coisas que a gente só fala entre amigos. Delícia de noite!
Delícia de noite até aí, porque do nada me aparece uma ratazana (pra mim aquilo era uma capivara) do tamanho de um gato. O nosso herói Lucas foi louuuuco pra cima dela pra assustá-la mas isso definitivamente não fez muita diferença. A lontra, digo, a ratazana veio em nossa direção e sumiu no mato. A gota d'água. Levantei e falei com os meninos: "Agora chega, né? Essa foi pra gente ir embora."
Os meninos me acompanharam até uma certa altura e alí ainda ficamos mais alguns minutos. Uma meia hora talvez. E então surge um pedido: "Léo, faz um 'Momento Amy Winehouse' e sai gritando e bate naquela banca?" Aquilo me pareceu absurdo nos primeiros segundos. Vou ser preso, pensei comigo. Olhei prum lado, olhei pra outro...
Sem noção!
Enfim, não passo nunca mais naquela rua.

He's tried to make me go to rehab
But I won't go-go-go

11 de novembro de 2008

De repente, sem tirar...

As melhores coisas ficam nas entrelinhas. A medida que a gente cresce, nossos encontros tem um gosto cada vez mais significativo. Fazia tempo que os três do blog não se encontravam sob o mesmo teto, no mesmo quarto e com a mesma vontade de conversar.

E a sensação é de que tudo continua no mesmo lugar. O que nos dá uma segurança necessária pra gente enfrentar qualquer coisa. Seja o Lucas sem o Mr. Fish por um tempo; seja eu, Luan, em idas e vindas (des)necessárias a ex namorados ou até o Leonardo com sua conclusão de curso eminente e estressante.

Tá sempre um aqui pelo outro. Pra falar sobre tudo que reprimimos no dia-a-dia ou pra compartilhar a nossa visão sobre um filme de tanta importância quanto Shelter. Recomendamos e falaremos dele novamente.

Nesse final de semana, estivemos todos juntos. Fizemos questão de intimar o Leonardo a postar com mais frequência e já definimos metas para antes do início de 2009. A partir do dia 10 de dezembro, o Lucas não toma mais refrigerante, o Luan come alface e tomate em todas as refeições. Tudo isso pra garantir que o Leonardo realmente pare de fumar. Não duvido que dê certo.

"Bitches in the afternoon..."

25 de junho de 2008

Introduzindo...

- Uai, era pra vir de terno?


Houve um tempo que erámos um só de cada vez. Cada um no seu mundo [e no seu quadrado], pensando quem poderia ser o amigo que ia confiar suas escolhas.

Leonardo tem o coração maior que o Luan. Canta com o coração apertado na garganta e dança com a leveza de quem é mais livre quando dança. Aprecia o campo e ainda duvida que um amor gay de verdade é possivel.

Luan é aficcionado por tudo que é POP. Lê sempre mais de um livro ao mesmo tempo. Trabalha mais do que deve. Duvida sempre da boa vontade dos outros e adora demonstrações simples de carinho.

Lucas é aquele com as melhores idéias e as palavras medidas. Corajoso o suficiente pra sair do armário (pra gente) primeiro. Com a risada mais engraçada do mundo e com o namorado mais irmão que qualquer amigo dele poderia querer.

Agora somos três. Temos nossos 20 e poucos anos. Muita coisa pra contar. Muita história pra dividir. Muitos casos pra rir. Muita cerveja pra tomar. E em cada post você vai encontrar um pedaço de cada um de nós. Coisas mais interessantes estão nas entrelinhas.

24 de junho de 2008

Armar um Boteco...

Uma boa rodada de cerveja em um boteco é um ambiente mais hospitaleiro para sair do armário. A cerveja, naquele dia, serviu de anestesia para a trepidação no coração e desacelerou a corrida de pensamentos que já andam de praxe na velocidade da luz. Boas risadas depois de alguns goles esfriaram o rosto e evitaram a vermelhidão do constrangimento. Sem toda essa armadura, sair do armário nunca soou tão fácil. Mentira! O coração pulou em batidas de hip hop avançado, a cabeça ficou a mil e a cara mais vermelha que o esmalte da sua mãe naquele dia de manhã.

Os olhos não se encontravam naquela hora. A amizade era gigante. Pensando bem, acho que gigante foi um adjetivo usado de maneira pretensiosa até então. A amizade era forte e o carinho e o respeito também, mas os olhos encontravam o chão com mais freqüência que o comum. “Eu estou namorando... (hum) há seis meses... (hum²) com um menino...”. Apesar disso tudo, minha abstração foi a saída mais rápida (e olhando para trás, não muito esperta) para que a situação ficasse mais confortável. Não era a expectativa de Lucas nem do Leonardo, mas minha última expectativa quando sentei para beber era aquela conversa também. No final das contas, até quem vive no armário se assusta com alguém saindo.

O que era importante ali é que a dimensão do momento ficou registrado. Já tirou fotografia mental? As córneas não passam de lentes combinadas com diafragmas orgânicos com resolução ora digital ora analógica para dias como esse. Dias em que você se descobre mais do que você já tinha certeza que conhecia. E depois de toda a antecipação e da fase ‘não sei o que um fala pro outro’, os três (parecia menos, eu sei) são as mesmas pessoas. E agora a palavra gigante ganha significado sincero e aplicação digna. E foi assim que nós três chegamos aqui. Quem dera se todo armário tivesse sua porta virada para a primeira mesa com uma Skol gelada.
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