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5 de dezembro de 2009

Taix Nice?

No último domingo, pela primeira vez, fui pego completamente de surpresa num ambiente que eu acreditava não estar ainda muito preparado para conhecer. Ou estar nele. Ou sei lá. Em um momento eu estava na praça da alimentação de um shopping e num segundo momento eu me vi no meio de um bar/boate (num sei bem definir o que era aquele lugar) de pessoas 'entendidas'. Era assim que ela se referia aos gays.
Um esbarrão nas costas e quando dei conta, era um colega de faculdade... Não me senti envergonhado. Apesar de o simples fato de estar alí denuncia alguma coisa, na minha cabeça eu estava acompanhando uma amiga que há um tempo atrás trocamos alguns beijos. Ele, em contrapartida, não conseguiu disfarçar o constrangimento. Nos abraçamos que se estivéssemos no bar da esquina da faculdade onde costumávamos nos encontrar. Voltei para a posição em que eu me encontrava quando um primo distante passa de mãos dadas com outro rapaz (pensei: eu sabia!!! E ele é tão bonitinho... simpático, educado, inteligente... enfim). O conforto da consciência se esvairiu nos minutos seguintes e eu já não sabia mais nem como me comportar. Qualquer olhar inocente parecia o mais intimidador... Me senti um peixe fora d'água. Tão desconfortável onde as pessoas pareciam estar em liberdade plena. Uma bebida pareceu uma boa idéia e aceitei uns goles do copo dela. Estava um pouco resistente com a bebida pois sabia que ela ia me deixar mais a vontade. Queria ter controle total da situação.
Consegui curtir algumas músicas. Havia uma garota cantando e ela mandou um sertanejo que adoro. Cantei algumas músicas junto com ela com minha longneck na mão e teminando aquilo: "Não estou me sentindo bem. Podemos ir agora?" não foi uma desculpa esfarrapada que arrumei. Mil coisas passando pela minha cabeça... Toda aquela excitação numa circunstância inesperada me rendeu um terrível mal estar e uma dor de cabeça bem fina. Daqueles que incomodam muito mais do que de fato doem. "Só mais duas músicas, pode ser?" Fiquei ali parado enquanto ela dançava. Acendi um cigarro estando certo de que não esperaria a terceira música. Fumei o cigarro todo tentando pensar em alguma coisa. Imaginar algo... A mente ficou vazia e por mais que eu me esforçasse... Nada!
Fomos embora. Cheguei em casa e dormi quase que instantaneamente. Foi a conta de tomar um remédio e apagar. Desde então ainda não tinha parado pra pensar no acontecido e nessas coisas. Ainda não parei, essa é a verdade.
Quase uma semana se passou...

- Am I alone??? -

14 de maio de 2009

Time goes by...

Você conhece um cara muito gente fina numa festa. Onde? Não importa. Em quais circunstâncias? Tampouco faz diferença. Mas você o conheceu, o papo foi jóia e ele é realmente gente fina. E bonito.

Mas e se você não sabe (como eu) se ele curte ou não, você dá uma lida aqui. E se você já sabe não tem muita importância porque depois é tudo muito parecido.

Será que ele vai me adicionar no orkut? Eu devo esperar quantos dias para aceitar? Ou será que não faz diferença mais esse tipo de euforia pós first sight? E o depoimento? Eu deleto ou deixo por lá, pra ele saber que significa algo pra mim?

É (muito) dificil mas o gostinho de dar espaço pra ele respirar e ver que pra ele tanto espaço já não é mais necessário faz toda diferença.

Sentir esse espaço diminuir entre ele e eu, então, valeu cada ansiedade virtualmente real que eu senti num final de semana só.

[for those who wait...]

Obrigado ao Hugo Campello, nosso amigo virtual, pela sugestão a partir de um episódio bem comum pra rapazes como a gente. :)

2 de abril de 2009

Coincidências Randômicas [updated]

Meus primos já foram meus melhores amigos. As viagens de férias da minha família eram sempre para o mesmo lugar, com as mesmas pessoas. Em um ano, quando eu ainda achava que gostava de mulheres, aconteceu uma paixão de verão dupla: eu e um primo queríamos a mesma menina.

Já dividíamos o quarto do apartamento, as histórias engraçadas, as contas dos bares e agora, também, a maldita. A menina era lindona e trabalhava como sexy waitress em uma boate na beira da praia. Lá estávamos.

Quando fui buscar algo pra beber, a menina me atendeu e começamos a conversar. Alguns minutos depois, chega um boy loirinho, segura a cintura dela e fica me encarando. Eu ri, despedi (dela) e saí com minha cerveja.

Anos depois, mesmo lugar, mesmas pessoas. Eu, curando uma dor de cabeça. Estava numa época de descanso mais emocional que físico. Aconteceu de conhecer um cara e ficar com ele. Um dia, conversando, me contou da ex-namorada. Comecei a rir! Sim, ele era o boy loirinho mal encarado! Expliquei pra ele a história e ficamos surpresos com o acaso. Depois rimos muito.

Hoje, ele é um amigo distante. Meu primo, nem perto disso. A boate ainda existe e sou amigo do dono. E a menina...
Conto amanhã.


Update: Em menos de 2 anos, a menina engordou (muito), perdeu o emprego (e o ar sexy), o namorado (rá!) e virou uma drogada e prostituída. E as últimas notícias diziam que estava namorando. Uma mulher.

So don’t wait for me to buy drinks
Or you gon’ dehydrate
It’s time to migrate
.

23 de setembro de 2008

Por Aí...

Eu saio a noite para dançar. Sem qualquer outra intenção. Além de me embebedar e escapar de tudo que me desacelera na vida. A Rihanna até canta [ok, aqui, estou sendo o mais gay possível] 'I just came here to party'. Já ouviu essa? Pois é, sou eu.

Não acredito que seja uma postura muito desafiadora, no entanto. Pode ser até conformista. Não frequentar ambientes (a priori) GLS não te contena a um reduto exclusivamente só de heteros [até porque eu e os meninos podem estar lá] mas, sem sombra de dúvidas, limita suas opções.

Feliz daqueles que saem de casa se lixando para as opções. Por isso eu saio a noite para dançar.

O pior é que, agora, eu saio a noite para dançar. Mas se ele ligar, eu penso em voltar pra casa.

Party's just begun?
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