19 de maio de 2010

Onde Você Encontra a Verdade...

"Achei que você era especial. Achei que você devia saber isso." Todo o discurso sobre como eu te amo só é válido se você não for viado. E a gente passa a vida açucarando a verdade. Pra suportar a sua frieza ou pra justificar o comodismo.

Quem prega que fora do armário existe mais calor e compreesão, mente. Primeiro porque aqui (ou lá) fora é cada um por si. Já é difícil por conta própria. Segundo, porque ninguém te promove no trabalho por uma postura abertamente gay.

Teve um tempo que  achei que um amor dos grandes ia facilitar a repulsa que cega quem a gente espera superar as expectativas. A ironia é que a variável que me fez desacreditar foi o amor mesmo. Por que a repulsa é uma constante.

Quando você vê tão pouco de alguém representando um papel tão forte em como seus pais o enxergam, você perde a paciência. Agora que eu perdi a paciência, já não tenho mais comentários. Não estou nem aí.


 Aperte aqui se você já aguentou demais!

9 comentários:

Daniel disse...

Adorei o texto Luan,
beijos de Londres
Dan

Leni disse...

“Se o seu deus não aceita todas as formas de amor, ele é um idiota’”
Acredite, e confie apenas em você mesmo, primeiro. Antes de dar tudo ao amor! :D
biejos querido Luan

S.A.M disse...

Essa paciencia com pais eu ja nao tenho mais, acho que voce leu lá né? E o que me conforta é que com a saída eu tive a graça - vou assim chamar - de ter recebido amigos de verdade na minha vida.

Pessoas que agirão com repulsa sempre existirão, mas acredito que cada vez que nos deparamos com ocasiões indesejáveis como essa, temos que lutar mais ainda justamente para sermos felizes da maneira como quisermos consigo mesmos - o que não depende dos outros - como voce mesmo disse aqui fora é cada um por si.

No trabalho eu sempre mantive uma posição assexuada para evitar comentários. Trabalho é sempre trabalho e esse lance de ambiente amigo pra mim não rola, amigos tenho os meus já. Thanks.

Abração!

Mauri Boffil disse...

Mas... É tão difícil interpretar esse papel... confesso que as vezes me dói.

K. disse...

mas em nenhum lugar é fácil
os desafios é que mudam

Autor disse...

Eu acho que vivo num armário de porta entre aberta. Não carrego bandeiras, não chego aos lugares dizendo abertamente que sou gay, mas resolvi simplificar minha vida e parar de mentir e abri isso para os melhores amigos. Que, surpreendentementes, transformaram-se ainda mais melhores amigos depois que contei.
Em casa, por uma série de questões, prefiro deixar tudo como está. Meus pais não precisam saber (e se aborrecer) com algo que não entenderiam e se culpariam.
No geral, ótimo texto e bastante reflexivo. Vide esse comentário, que ficou maior que a encomenda.
Bjo
www.confissoesaesmo.com

David disse...

O lance é apertar mesmo o botão, rapaz, e aprender a mijar no seu território...ou jogar glitter porque nós somos finos, né? Hehehehe.

Mas o mais complicado é saber que por mais que tentem, as pessoas muitas vezes só andam um pouco de cada vez.

Ajude teus pais nos passos deles, no fim das contas não é fácil pra nenhuma das partes.

E obrigado pela visita! Tem texto novo lá! De novo! Heheh

Hakime Goul Djounoubi disse...

Pais é um assunto complicado. Uma vez li do divin et lourd Sartre uma coisa que nunca esqueci: "Família é como varíola - nós temos uma vez na vida apenas e as sequelas são eternas". É mais ou menos nessa base, mon bijoux! Porém, se achas que vale a pena investir na família (e é impossível que não valha, nem minimamente), então procura entendê-los. Eles são mais velhos que ti, então tu, como mais jovem, tens a obrigação de ter a mente mais aberta e lúcida.

Je t'embrasse et au revoir.

Hakime Goul Djounoubi disse...

Pais é um assunto complicado. Uma vez li do divin et lourd Sartre uma coisa que nunca esqueci: "Família é como varíola - nós temos uma vez na vida apenas e as sequelas são eternas". É mais ou menos nessa base, mon bijoux! Porém, se achas que vale a pena investir na família (e é impossível que não valha, nem minimamente), então procura entendê-los. Eles são mais velhos que ti, então tu, como mais jovem, tens a obrigação de ter a mente mais aberta e lúcida.

Je t'embrasse et au revoir.

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