12 de novembro de 2010

Alinhando o fogo e as expectativas

Eu gosto da brincar na linha de fogo. Se ele tem disposição, resolução e objetividade, eu passo. Se é curioso, obscuramente flertador e subjetivo em todos os objetivos, tô dentro.

A auto-consciência só serve para ter clareza dos desastres que essas brincadeiras fazem com meu coração. Morrer dormindo é para os iludidos.

Ou para os sortudos.

Nesses últimos dias, me perguntei muito porque as escolhas são erradas em alguns aspectos. Porque esse casou e aquele transou com uma menina na nossa viagem a dois e porque o próximo só vai querer transar mesmo. No fundo, a gente se apega muito mais ao desejo do que ao objeto que ele representa.

A linha de fogo brilha e eu ignoro. Ou gosto de pensar que ignoro. As vezes eu não deva ver mesmo. Com tanta empolgação, suspeito que só faço isso porque gosto de me queimar.

 what a lovely way to burn...

4 de novembro de 2010

a fascinação volúvel de um amor eterno

Os momentos que sintetizam o amor são poucos, curtos e altamente repetitivos. Um olhar bem disposto no meio de uma conversa trivial, um abraço inesperado e despojado, uma preocupação trivial com o bem-estar do seu aparelho de celular.

Juntos, esses momentos não completam a totalidade do que eu e ele poderíamos (e devemos) compartilhar. Separados, esses momentos vão me custar anos de auto comiseração e antipatia para me curar, quando ele for embora.

E ele sempre irá embora. De mim. Como eu também sempre vou embora. De mim também.

Esperar pelo fim não me dá o benefício da jornada. Querer que acabe não me garante os dias cheios dos olhos dele, do cuidado e da malícia no toque sutil. Mas esperar que vai ser pra sempre só me desespera para garantir minha parcela de amor eterno.

Todo mundo quer se ater ao olhar mais significativo. Todo mundo quer se encantar com o sentimentalismo das tangentes. Mas debaixo disso tudo, dá pra ver as engrenagens desse amor.

Preciso fugir?

a

31 de outubro de 2010

Como vou explicar o que eu sinto?

"Eu torço por você". O que houve com "Eu te amo" e "Quero ficar com você"? Ou até mesmo com o "Estarei sempre ao seu lado"? Não sei qual mais difícil de digerir e ajustar a sua realidade.

Homens não tem facilidade com nenhuma das frases acima. Seja ele gay ou não. Os hetéros assumem que não é necessário. Os gays procuram justificativas para não ser necessário. E os bi simplesmente estão se lixando.

Mas todos homens estão dispostos a ouvi-las. Seja ele gay, hetero, bi ou com o livre arbítrio sexual praticado até onde não precisa. Quem ouve quaisquer uma delas bem, ou sente muito ou pouco. Quão intenso deve ser sua necessidade de afirmação ou de dedicação que não seja a sua própria.

Independente disso, cada um se dispõe a medida de amor que lhe parece satisfatório. E as frases são desnecessárias. Na maioria das vezes.

wishing, hoping, waiting...
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