Os momentos que sintetizam o amor são poucos, curtos e altamente repetitivos. Um olhar bem disposto no meio de uma conversa trivial, um abraço inesperado e despojado, uma preocupação trivial com o bem-estar do seu aparelho de celular.
Juntos, esses momentos não completam a totalidade do que eu e ele poderíamos (e devemos) compartilhar. Separados, esses momentos vão me custar anos de auto comiseração e antipatia para me curar, quando ele for embora.
E ele sempre irá embora. De mim. Como eu também sempre vou embora. De mim também.
Esperar pelo fim não me dá o benefício da jornada. Querer que acabe não me garante os dias cheios dos olhos dele, do cuidado e da malícia no toque sutil. Mas esperar que vai ser pra sempre só me desespera para garantir minha parcela de amor eterno.
Todo mundo quer se ater ao olhar mais significativo. Todo mundo quer se encantar com o sentimentalismo das tangentes. Mas debaixo disso tudo, dá pra ver as engrenagens desse amor.
Preciso fugir?
Juntos, esses momentos não completam a totalidade do que eu e ele poderíamos (e devemos) compartilhar. Separados, esses momentos vão me custar anos de auto comiseração e antipatia para me curar, quando ele for embora.
E ele sempre irá embora. De mim. Como eu também sempre vou embora. De mim também.
Esperar pelo fim não me dá o benefício da jornada. Querer que acabe não me garante os dias cheios dos olhos dele, do cuidado e da malícia no toque sutil. Mas esperar que vai ser pra sempre só me desespera para garantir minha parcela de amor eterno.
Todo mundo quer se ater ao olhar mais significativo. Todo mundo quer se encantar com o sentimentalismo das tangentes. Mas debaixo disso tudo, dá pra ver as engrenagens desse amor.
Preciso fugir?
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